sexta-feira, 5 de abril de 2013

Crítica - Koroshiya 1 (2001)



FICHA TÉCNICA:

Título Nacional: Ichi - O Assassino
País Origem: Japão
Realizador: Takashi Miike
Elenco: Tadanobu Asano, Nao Ohmori, Shin'ya Tsukamoto

Género: Acção / Crime
Duração: 129 minutos




 





O Realizador Takashi Miike já nos habituou a filmes extremamente violentos, que contêm imagens fortes e personagens que fariam qualquer um corar de vergonha. Considerado controverso por muitos, devido à facilidade com que mostra uma violência extrema nos seus filmes, Takashi Miike não descura os seus fãs com esta obra.

No Japão, Anjo, um chefe da máfia Yakusa, desaparece com três milhões de ienes. Os membros do seu gang, liderados pelo masoquista KaKihara (Tadanobu Asano), iniciam uma busca intensiva para o encontrar, mas a agressividade dos métodos utilizados, e o sangue que derramam pelo caminho, vai chamar a atenção de outro gang rival. Para complicar ainda mais, encontram um obstáculo em Ichi (Nao Ohmori), um assassino psicopata com uma infância obscura e secreta, que é controlado por um polícia aposentado. Um a um Ichi vai eliminando os Yakusa, enquanto KaKihara faz de tudo para o encontrar.  


Para quem não está acostumado ao cinema asiático, e também ao cinema de Takashi Miike, este é um filme que facilmente o vai chocar. Desde o seu início, assistimos a um festival de sangue derramado, de torturas e espancamentos, são sucessivas as cenas sanguinárias e sádicas, que são devidamente apoiadas nas suas personagens lunáticas e um tanto ao quanto caricatas. Tudo isto cria um ambiente muito próximo do surreal, não descurando o realizador os momentos cómicos, recriados por um humor muito próprio e característico. Facilmente pode ser considerado um filme de categoria B, mas pela dimensão e importância do Realizador, não sei até que ponto se enquadra nessa categoria.

Globalmente, este filme de Takashi Miike não é para qualquer um, é uma obra forte, pesada e violenta, de um realizador inteligente e muito seguro no que faz, e com um estilo muito peculiar, desde logo não aconselhável para todos os que têm estômago fraco.

 
Nota: 7/10

Crítica por Paulo Saraiva

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