segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Crítica: Real Steel (2011)



FICHA TÉCNICA:

Título Nacional: Puro Aço
País Origem: EUA
Realizador: Shawn Levy
Género: Acção / Drama
Duração: 127 minutos









Em 2020, o boxe evoluiu para algo puramente tecnológico e robôs de dois metros e meio e 900 kg vieram substituir os humanos nos combates. Charlie Kenton (Hugh Jackman) é um ex-pugilista que perdeu a sua oportunidade de ganhar o título, sendo agora um insignificante promotor de combates que sobrevive a arranjar, robôs já descartados e que posteriormente utiliza em combates ilegais.

Numa altura em que se encontra cheio de dívidas e quando já pouco ou nada resta da sua dignidade, Charlie, vê-se de forma inesperada a tomar conta do seu filho Max (Dakota Goyo), após a morte da mãe deste e em cuja vida nunca esteve presente. Enquanto procuravam peças num cemitério de robôs, Max tem um acidente e é inesperadamente salvo por Atom, um robô que estava perdido. Max cria uma ligação profunda com Atom e descobre que este tem características especiais, que o distinguem de todos os outros robôs. Atom é então preparado e ensinado a combater, e quando, na brutal e implacável arena é elevada a fasquia, Charlie e Max, contra todas as expectativas, encontram ali a sua última oportunidade para conseguirem algo especial.


Como em tantos outros filmes americanos, em que o desfavorecido e o mais fraco consegue sempre dar a volta por cima e sair vitorioso no final, em Puro Aço não é diferente. Tendo como pano de fundo as lutas entre rôbos, Puro Aço é acima de tudo, uma história de reconciliação entre um pai e um filho separados durante anos, e que descobrem no robô Atom a solução para os seus problemas, e o caminho que os vai aproximar. 

Puro Aço é puro entretenimento e consegue cativar pelas cenas de acção, sendo que a nível de argumento deixa muito a desejar, pois tem pouco de original e inovador, onde as referências a Rocky são mais que muitas, ficando mesmo por vezes, com aquela sensação que já vimos isto em qualquer lado, sendo a parte final do filme um bom exemplo disso e que praticamente parece uma cópia fiel do final de Rocky.


Com efeitos especiais de qualidade, e com as interpretações conseguidas de Hugh Jackman e Dakota Goyo, e com Evangeline Lilly (a Kate de Lost) a passar algo despercebida, este é um filme que não desilude e que cumpre bem o seu papel de entretenimento.


Nota: 6.5/10

Crítica por Paulo Saraiva

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